Conhecer-se é o melhor caminho para tomar decisões, diz psicóloga

A programação matutina do segundo dia da Semana das Profissões 2019, do Colégio Maxi, sanou dúvidas dos alunos em relação à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com o auxílio da pró-reitora de Ensino de Graduação da instituição, Lisiane Pereira de Jesus. Além de trazer orientações sobre como escolher o melhor caminho com a palestra da psicóloga e orientadora profissional Raquel Calmon.

Em sua fala, Lisiane expôs aos estudantes do 3º e cursinho oportunidades e desafios que a UFMT oferece para os alunos, que terão pela frente um mundo totalmente novo. “Sair de um Ensino Médio ou de um cursinho e ingressar numa universidade, e ainda mais uma universidade pública, é uma realidade totalmente diferente daquela que se está acostumado. Por isso chamamos de desafio”, explicou.

São muitas oportunidades que o acadêmico tem a disposição e quanto mais ele aproveitar, melhor, salientou. “Você pode não querer aproveitar nada da universidade, mas isso vai fazer a diferença na hora em que for pegar o seu diploma e ingressar no mundo do trabalho”, alertou a pró-reitora.

Os alunos mostraram especial interesse pelo assunto e gostaram das dicas. “Eu achei legal porque tinha bastante dúvida a respeito da ‘UF’. Ela falou sobre vários assuntos, como nota de corte, cursos disponíveis. Eu não sabia que tinha campus fora de Cuiabá, fiquei sabendo agora. E também a questão do Sisu, que eu tinha muita dúvida. Gostei bastante”, elogiou Gabriela Orlandes Pitos, do 3º ano do Ensino Médio.

“Foi bastante importante para a gente descobrir e ter um pouco mais de noção de como é uma universidade federal. Abordou vários temas que muitas pessoas do terceiro ano e do cursinho ainda têm dúvida e até medo de como pode ser. Foi uma oportunidade de saber mais e ter uma noção melhor do que a gente vai enfrentar se passar”, acrescentou Lucas de Almeida Teles, também do 3º ano do Ensino Médio.

Foco nos pontos fortes

A psicóloga Raquel Calmon falou para um público que não costuma estar tão pressionado pela escolha do caminho a seguir, que são os alunos do 1º ano do Ensino Médio. Mas alertou que é preciso se preparar para a tomada de decisão que virá. Geralmente param para pensar nisso quando chegam ao 3º ano, “quando estão na boca do leão, quando está para terminar”. Quando na verdade podem começar descobrindo-se.

Para complicar, estão submetidos a um volume muito grande de informações graças à internet e as redes sociais. “Hoje está mais delicado por conta da informação. É a mesma coisa de quando você vai escolher uma roupa, a mulher um pouco mais. Quanto mais opção eu tiver, pior”, exemplifica. Não ter certeza pode ter seu lado bom, frisa a palestrante. “Eu falo para os adolescentes que a dúvida é legal, porque quando eu estou em dúvida eu paro para pensar mais, eu reflito mais, pesquiso mais”.

Nesse ponto, a Semana das Profissões do Colégio Maxi presta um grande serviço, afirmou Raquel. Além de mostrar as várias opções, coloca os alunos para refletir sobre o assunto, interagir com pessoas que podem trazer informações valiosas para a tomada de decisões, que não necessariamente precisa ser no sentido de escolher já uma profissão. “A gente sabe que isso vai chegar um pouco com a maturidade. Tem coisas que a gente vai conseguir olhar melhor com a maturidade. O que é legal é que hoje em dia não tem problema você trocar. Antigamente pesava mais, hoje está um pouco mais flexível. Acho que até os pais estão mais flexíveis”, ressaltou a psicóloga.

O importante, segundo ela, é não se deixar influenciar pelo que vê ou ouve. O que é bom para um pode não ser para outro. O que uma pessoa faz com facilidade pode não ser tão fácil para outra. É necessário que o aluno descubra mais sobre si mesmo, aprenda a identificar seus pontos fortes. “Geralmente a gente foca nas nossas fraquezas e aí nossa energia está toda ali e não prestamos atenção no que temos de bom”, alerta. Não significa deixar as fraquezas de lado, mas administrá-las. É importante reconhecer seus pontos fortes. Quanto antes melhor, mas não tem problema se for uma descoberta mais tardia, amenizou.