Show de talentos marca segundo dia do Festival Cultural do Maxi

O segundo dia do Festival Cultural do Colégio Maxi, que este ano homenageia 300 Anos de Cuiabá, foi especialmente dedicado a mostrar os talentos dos alunos do Ensino Fundamental. Além da exibição de curtas-metragens produzidos por eles, o palco esteve aberto nesta quinta-feira (27 de junho), para que revelassem ao público o que sabem fazer nas mais variadas expressões artísticas: música, teatro, stand up comedy, dança e até embaixadinhas.

No pátio, painéis traziam informações interessantes sobre a cultura, linguajar, história, geografia, culinária, esporte e arte da Capital. Além da presença ilustre das ceramistas do São Gonçalo Juracy Marcelina da Conceição, que desde 1982 faz peças de barro, e Alice Conceição de Almeida, 50 anos dedicada à arte da cerâmica, e do “fazedor” de Viola de Cocho Alcides Ribeiro dos Santos, quarta geração de uma tradicional família de artesãos.

Ricardo Matias, coordenador do Festival Cultural, explicou que a programação começou cedo, com a visita dos alunos do 2º ano do Ensino Médio às salas temáticas, todas relacionadas ao tema Cuiabá 300 Anos. O objetivo é que eles façam relatórios sobre o que viram nas mostras organizadas pelos alunos do Ensino Fundamental, salientou. Em seguida, foram mostrados na Sala Multiuso os curtas produzidos pelos alunos do ensino médio.

O ponto alto foi o Show de Talentos com performances dos alunos dos 7ºs e 9ºs anos do Fundamental. As apresentações, ressaltou Ricardo, foram criadas pelos próprios alunos, sob acompanhamento dos professores. “Eles tiveram auxílio, uma orientação, mas tiveram que criar. A parte de protagonismo é deles, a criação é deles”, frisou o coordenador.

A maior parte dos alunos optou por apresentar músicas no Show de Talentos, praticamente todas bastante conhecidas, como “A Lua”, interpretada pelo 7ªA, “Eu Sou de Cuiabá”, tocada na flauta doce por Sofia Nery. Mas teve também quem optasse por mostrar composição própria, como Vivian Rodrigues da Cunha, do 9º B. Ela contou que fez letra e música especialmente para o festival. “Quando começaram a falar que o tema do festival era Cuiabá e que poderia ter uma apresentação, pensei logo em escrever uma música que lembrasse tudo o que eu conheço em Cuiabá”, contou a aluna.

Já João Luiz Rech, do 9º A, promoveu uma mistura de culturas ao usar o acordeão (típico da música gaúcha) para tocar clássicos do cancioneiro popular cuiabano. A escolha dos colegas por ele, explicou, foi justamente por ser um instrumento pouco visto entre os jovens. João, que é rio-grandense, teve que fazer alguns arranjos especiais para a apresentação. “Eu toco só as músicas do Rio Grande do Sul. Minha família é do Sul, eu também nasci lá”, contou.

Houve quem misturasse música e comédia, como Gabriel do Prado, Eduardo José e Ana Rondon, do 9º C. Eles começaram apresentando o clássico “Pixé” no estilo acústico e depois fizeram um stand up sobre a Lenda do Minhocão do Pari. “A ideia veio de histórias de parentes nossos e até mesmo de palestras aqui na escola. O sotaque a gente pegou de família. A ideia já tínhamos desde o começo e a professora gostou bastante”, revelou Gabriel, o autor do texto.

 

 

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

Fotos: Gracielle Galvão