Festival Cultural do Maxi é aberto com show do Pescuma, painéis e salas temáticas

Na manhã da última quarta-feira (26 de junho) o Colégio Maxi deu início a mais uma edição do Festival Cultural, um dos maiores e mais esperados eventos do calendário escolar da instituição. A cada ano um tema diferente é abordado, de acordo com a movimentação da cidade. Desta vez, os 300 anos de Cuiabá foram a inspiração para os trabalhos desenvolvidos pelos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio.

A abertura do festival foi realizada pelo músico Pescuma, que tocou canções populares como “Eu sou de Cuiabá”, “Cuiabá Muito Prazer’, “Pixé”, “Tipos Populares”, “É Bem Mato Grosso”, entre muitas outras que fizeram os alunos e professores cantarem juntos. O palco do Maxi também contou com o talento e encanto das meninas do Projeto Simina que dançaram e se apresentaram em forma de fanfarra.

“Muito nos honra em falar justamente da cidade que acolheu tão bem o Colégio, que completa 14 anos e é um ‘pau rodado’ como muitos outros que aqui chegaram e foram recebidos por essa terra calorosa e gostosa de viver”, agradeceu o diretor geral do Colégio Maxi, professor Leão – que reforçou ainda que o festival é uma festa coletiva, nascida do empenho cada um.

Por todo canto era possível observar o quanto os alunos se emprenharam para os três dias de Festival Cultural, que segue até sexta-feira (28). No pátio, painéis produzidos pelos estudantes que retrataram a história regional desde a religiosidade do povo cuiabano, monumentos históricos, população, artistas regionais, entre muitos outros.

Um dos painéis expostos foi do grupo da Mariana Mendonça, do 2º ano do Ensino Médio. Ela conta que equipe pensou em simbolizar os locais históricos de Cuiabá, denominando o trabalho de Cantos e Encantos. “Retratamos o Sesc Arsenal, casas do Centro Histórico e curiosidades em geral da cidade. Nesse processo precisamos aprender a lidar com as pessoas e acabamos aprendendo muito além do conteúdo”, comentou.

Coordenador do Festival Cultural do Colégio Maxi há 10 anos, o professor Ricardo Matias afirmou que o evento é um momento do ano letivo voltado para a integração entre os alunos e professores. “Temos um retorno muito interessante, especialmente no ponto de vista do segundo semestre. As aulas ficam diferentes. O ambiente se torna muito mais produtivo e muito mais propenso à criatividade. Acabamos descobrindo alunos que, em sala de aula, eram tímidos e após o evento se soltaram. Foram dois meses de preparação e o festival é simplesmente um sucesso”, enalteceu.

Os alunos do Ensino Fundamental trabalharam com as ‘salas temáticas’. Ao todo, foram 12 cenários que contavam as mais diferentes histórias dos 300 anos da capital mato-grossense. Eduardo Martins, do 8º ano, conta que o trabalho foi árduo, mas prazeroso. “Nossa temática é o esporte cuiabano, no caso, o futebol. Foi bem difícil encontrar as informações, pois não estão disponíveis em qualquer lugar. Com a ajuda do professor Maurício, que também já foi juiz de futebol, conseguimos trazer o Dourado, mascote do Cuiabá Esporte Clube. Além disso, trouxemos três camisetas oficiais dos times locais, Dom Bosco, Mixto e do Cuiabá, que serão sorteados entre os visitantes nesses três dias de festival”, revelou.

Segundo o estudante, a regra é simples: quem acertar um pênalti (dinâmica na sala temática) recebe um bombom com um número de série, que vai de zero a cem, e participa do sorteio.

Para Yumi Uemura Matsumoto Diniz, do 7º ano, trabalhar com arte regional foi uma experiência muito construtiva. “Trouxemos de casa alguns objetos regionais, como o filtro de barro, quadros e artesanatos. Fizemos ainda faixas em grafite com figurais locais. Ficamos na escola até tarde preparando tudo, foi cansativo, mas muito legal. É uma experiência boa, você se sente feliz depois que tudo acaba. Esse é meu segundo ano na Feira”, enfatizou.

Vestido de índio, Renato Gabriel Custódio Pinto, do 9º ano, circulou pelo colégio anunciando e convidando os colegas para conhecerem a história dos bandeirantes. “Nossa sala temática fala sobre as origens da Cidade Verde e dos Bandeirantes em busca do ouro. O festival é legal e diferente. Eu sempre gostei de atividades que diferenciam e nos tiram um pouco das aulas maçantes”, comentou.

Durante a manhã, o artesão Alcides Ribeiro dos Santos também esteve presente no evento confeccionando a tradicional viola de cocho, talvez o maior e mais antigo símbolo cuiabano. Além disso, ouve ainda Show de Talentos com os alunos do 6º e 8º ano, que se expressaram por meio da dança e da música.

As atividades seguem até esta sexta-feira (28), com produções de curta-metragem, Ted Talks e mais apresentações culturais.

 

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

Foto: Júnior Silgueiro